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[10:11] Barbara Svartur A bela brujah (Barbara Svartur) senta-se em frente a lareira. Aquele confinamento que estava passando, a sensação de não conhecer ninguém ao seu redor era um pouco estranha. Seu mentor a muito tempo não dava as caras e a vampira jamais deveria ter saído de perto do insensível arrogante que a tinha abraçado eternamente. Maeve (Barbara Svartur) remexia nas cinzas da lareira com uma haste fina e longa de bronze, as chamas aumentavam a medida que ela cutucava os tocos de madeira consumidos pelo fogo e faíscas luminosas saltavam rumo ao chão.

[10:12] Barbara Svartur Já era madrugada quando se deu conta de quantas horas eram e sussurou a si mesma olhando ao relógio de seu pulso “Puts! Uma e meia da manhã e eu aqui, sentada nessa droga de estabelecimento cutucando madeira de lareira e com o estômago reclamando por estar vazio…” A vampira brujah inconformada com suas palavras levanta-se e corre junto a janela para observar o tempo lá fora. Só conseguia ver a luz de postes iluminando os flocos de neve que caiam suavamente ao chão branco. Aquela região parecia estar vazia. Se afastou da janela e, já no centro do salão virou sua cabeça para todos os lados a fim de achar seu casaco negro. Abriu um sorriso e indo rumo ao que procurava, disse “Aí está você!”.

[10:26] Barbara Svartur Vestindo o casaco, ainda podia sentir o cheiro de sua última dona, um cheiro adocicado e forte, parecia mais ser um daqueles perfumes franceses fedorentos para idosos. Era uma longa história, mas não tão longa o suficiente para dizer que a ex dona daquele casaco virou sua taça de sangue naquela noite em que pegou para si a roupa. A brujah, vestida com um shorte de tonalidade marrom e uma regata branca, apenas veste o casaco para não levantar suspeitas lá fora. Afinal estava nevando e qualquer pessoa vestiria um agasalho em um tempo muito frio ou melhor, qualquer pessoa viva o suficiente para sentir-se congelando.

[10:49] Barbara Svartur: Junto a escadaria e deslizando a mão no corrimão frio a cada degrau descido, foi limpando os montes de neve que ali se acumulavam. Sentia a neve tocar seu rosto e por instantes pode lembrar de como era sentir frio, como era brincar na neve com seu irmão mais velho. E aquilo não passavam de lembranças, lembranças momentaneas boas mas que depois se transformavam em ódio. “Por que diabos eu estou pensando essas coisas? Esse sentimento de culpa as vezes me consome, eu poderia ter sido feliz sim, como humana…mas eu não teria essa vida imortal e poderes. Enquanto viva eu desejava minha própria morte, já estava cansada de tanta humilhação…e a minha única felicidade girava em torno do meu irmão mais velho, ele sempre me protegeu quando meus em transe alcoólica tentavam encostar a mão em mim sem motivos. Droga! Foda-se. Eu deveria acabar com a vida de cada miserável que vive enganado em uma vida cheia de amarguras e infelicidades. Arrancar a cabeça de cada indivíduo que se acha superior,
[10:49] Barbara Svartur: ((continua)) que que consegue viver de forma mundana inferiorizando tudo e todos…” A vampira perdida em seus pensamentos só se deu conta do quanto tinha andado quando percebeu que havia se distanciado significamente do estabelecimento de onde estava. Se encontrava agora no que parecia ser um centro da cidade. Como sempre deserto.

[11:31] Barbara Svartur Maeve olhava ao seu redor mas não via nada além do branco e da neve densa caindo. Andou a procura de um banco para sentar e só conseguiu achar quando bateu seu joelho na quina de um de madeira. Limpou com suas mãos delicadas e macias o banco, tirando o excesso de neve e sentou-se. Ficou ali estática, mente vazia, com seu corpo morto coberto de flocos de neve. A brujah apenas puxou o capuz do casaco das costas e cobriu sua cabeça. O que ela mais queria era ouvir passos na neve e sentir uma presença humana por perto. Queria mais deixar seus caninos expostos e que seu jantar chegasse. Que a ironia da vida trouxesse um coelho para perto de seu caçador. Pensou “Que pessoa normal andaria na neve pela madrugada em uma cidade vazia e repleta de medo?”

[11:33] Barbara Svartur Deixou sua cabeça baixa e seu rosto tampado pelo capuz. Ouviu dizer de Srta Ann que as pessoas temem por suas vidas ao andarem pelas ruas. Mal sabem elas que o medo é o pior inimigo. Ainda com a cabeça baixa não fez questão de esconder suas presas. Não poderia se dar ao luxo de dar mole naquele local. A vampira enfurecida por se se sentir ignorada a cada local que ia e querendo um pouco de ação gritou com raiva deixando seus olhos chamuscarem um tom vermelho safira. “Medo? O que temem? Medo é seu principal inimigo!” Sua voz ecoou e para sua falta de sorte, nada aconteceu. Levantou e tomou o caminho de volta, rumo ao confinamento.

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