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Logo após o ataque terrorista das torres gêmeas em 2001, um grupo secreto de cientistas e oficiais foi enviado para uma das bases americanas no Ártico, o grupo era tanto secreto quanto seleto e foi instalado em uma base subterrânea fortemente equipada com os melhores e mais sofisticados aparelhos na área biológica e genética. No subsolo da terra gelada e quase inóspita criava-se uma arma biológica poderosa capaz de superar o antrax e outros tantos vírus ainda desconhecidos da humanidade mas já existente em demais países.

O Virus era uma mutação genética de outros vírus que juntos a uma quantidade razoável de toxina entrava no corpo e degenerava célula após célula, levando a uma morte dolorosa mas eficaz em cerca de uma hora. Porém algo deu errado, quando a cientista responsável pela pesquisa e desenvolvimento do vírus descobriu que na verdade aquele daria início a uma guerra biológica arquitetada pelos americanos em retalhamento ao atentado de 11 de Setembro há cerca de 7 anos atrás.

Em Dezembro de 2008, a aldeia ali perto que era chamada de Villa com alguns poucos moradores, se organizava para a entrada das festividades natalinas, enquanto a base no subsolo da cidade agia a todo o vapor finalizando o vírus finalmente. A doutora encarregada era invadida por um misto de satisfação pela arma que havia criado e apreensão por saber que a mesma seria detonada em poucos minutos contra um país inteiro que poderia não ser responsável pelos atentados de um grupo em separado que se auto-denominava “Alcaida”.

Tomando uma difícil decisão a doutora destrói todos os protótipos do vírus e carrega consigo apenas uma pequena amostra por não resistir a tentação de continuar a explorar sua invenção. Utilizando-se da festa dos funcionários pela finalização do vírus chamado de INCUBUS já que ele permanecia incubado no corpo até que ingerido uma certa quantidade de água era ativado e terminava por exterminar a vitima quando essa menos esperasse, assim descaracterizando a guerra biológica, pois não consistia em uma bomba estourada e morte instantânea, falecendo cada qual em seu tempo devido a ingestão da água. A cientista se esgueira para fora da base se utilizando de um túnel criado pelos militares que daria na floresta e lá finalmente sente-se livre indo embrenhar-se por ela. Quando finalmente consegue subir a superfície nota um fato importante e um tanto quanto dramático, a amostra que precariamente havia posto junto ao corpo e presa entre seu decote havia estourado e fatalmente a primeira vitima de seu vírus seria ela própria a criadora. A cientista se ajoelha no chão da neve, cobrindo o rosto com mãos tremulas, enquanto pede a Deus perdão por ter criado algo tão destrutivo e se resigna a aceitar o seu castigo por aquele feito.
Respirando fundo e se levantando dali a cientista marcha resoluta para a aldeia, a fim de arrumar um lugar digno para morrer. Quando finalmente chega a pequena cidade organizada em um misto de verde e vermelho, sente seu coração doer por saber ser seu ultimo dia naquele lugar ,que poderia ser tão bonito em sua solidão no Pacifico, novamente resignada entra na hospedaria e aluga um quarto subindo até ele e se deixando cair sobre a cama que dentro de poucos minutos seria o seu leito de morte.

Quando a lua já ia alta no céu, a cientista despertou sentindo-se sedenta, tomou logo toda a jarra de água que estava ao seu lado no leito, porém a sede continuava e ameaçava ferir sua garganta, em um misto de desespero e consciência, ela se perguntou se seria o começo do fim mas mesmo assim desceu ao refeitório a fim de beber mais alguma coisa e assim fez. Porém sua sede não diminuía misturando-se agora com uma fome incrível que fazia seu estomago doer, mesmo nessa situação ela conseguiu se surpreender com os efeitos não previstos no INCUBUS.

No refeitório ao lado um garoto cortava cebolas para o que parecia ser uma sopa ou algo assim, o rapaz era bonito, atlético e com olhos expressivos, porém quando a mirou pareceu distrair-se e terminou por se ferir com a faca afiada. Miranda, a cientista, podia sentir o cheiro do sangue até o gosto dele como se já estivesse em sua boca e novamente sua garganta ardeu e o estomago gemeu. Quase que por um impulso, Miranda se levantou e caminhou até o rapaz que a olhava hipnotizado, ela mirava os olhos dele quando inclinou o corpo e segurou a mão do rapaz a guiando em seguida até seu lábio onde sorveu com fervor o sangue que ali continha, não conseguindo parar ate estar satisfeita e o rapaz já enfraquecendo devida a perda de sangue, embora voluntária, exagerada. Miranda o sentou na cadeira mais próxima e partiu sem olhar para trás, sentindo-se mais forte do que antes e viva,seus sentidos estavam a mil por hora, sua audição, olfato, tato, visão... tudo parecia multiplicado a quinta potência, fora a agilidade nos movimentos e a sede do sangue. Sendo uma cientista renomada mundialmente, tolices como vampiros e etc não constavam em seu vocabulário, porém desconfiava Miranda que algo saíra errado com o vírus em seu corpo e que agora ela se comportava como um desses seres das sombras .

Ao voltar a seu quarto a cientista recorreu ao notebook que havia carregado consigo e pesquisou sobre “VAMPIROS” o que encontrando a deixou de cabelo em pé e ainda mais curiosa a fazendo aprofundar-se em lendas e suposições, até encontrar um site que explicava o que havia ocorrido consigo e que seu vírus não era tão inédito como parecia, alguma coisa o havia feito similar ao retrovírus endógenos chamado de vHERV, e o site que visitara em seguida havia apenas confirmado suas suspeitas http://vampirewebsite.net/ os sintomas eram os mesmos, assim como poucas mudanças física inclusive a extensão de seus caninos que começava agora e a alucinava de dor fazendo dar murros seguidos na parede ao lado do computador. Após alguns minutos de dor e agonia finalmente parecia que havia finalizado mais aquela transformação e agora seus caninos eram verdadeiras presas. A porta de seu quarto estremeceu quando alguém a bateu suavemente, Miranda caminhou resoluta até a porta sorrindo pois já sabia quem estava do outro lado antes mesmo de abri-la. O rapaz a encarou entre assustado e encantado deixando-se conduzir para dentro do quarto e após alguns minutos de conversa tola e um sexo animal, algo diferente acontecera, ele fora mordido e também mordera, fora sugado e sugara e agora seu corpo inteiro formigava e uma dor de cabeça muito forte se iniciava enquanto Miranda ria, entre deliciada e realizada, então era verdade e havia feito seu primeiro filhotinho infectado.

Longe dali na floresta densa de pinheiros, escondia-se uma caverna antiga e a muito tempo habitada que guardava um importante segredo. Em seu interior estavam os guardiões e protetores daquela terra além de alguns carniceiros assassinos, os Lycans. Tudo andava calmo e tranqüilo nas terras gelados quando sua Alpha acordara de um pesadelo ou premonição desastrosa que a havia feito crinar e rosnar para a entrada da caverna, despertando a todos ao seu redor e os pondo em posição de ataque como de sua mãe. Taluya, olhava para todos como se pressentisse que o perigo estava próximo, algo havia mudado em seus domínios e ela sabia que aquilo era apenas o começo...


Texto por Dora Quixote.

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