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✎ Muitas expectativas para nada ✎

Acordara naquela noite com seu instinto animal assassino a flor da pele. A vontade de Maeve Gladys era caçar durante a noite, sair à procura de algum infeliz para satisfazer suas necessidades fisiológicas, sua fome. Levantou-se do caixão e direto ao guarda-roupa, puxou do cabide um de seus vestidos libidinosos prediletos. Vestida em um modelo tomara-que-caia em couro legítimo, calçou o par de saltos e saiu à rua.
Parecia ser mais uma noite tranqüila na cidade de Incubus. Céu limpo, estrelado e sem luar. Caminhei pelos becos por alguns bons minutos em busca de alguma diversão. As lojas tinham suas vitrines embaçadas devido ao tempo frio que fazia. A brisa noturna fazia seus longos fios negros de cabelo dançarem sutilmente no ar. Cabelos negros o suficiente para ter uma tonalidade azulada, que se destacava ainda mais com a luz dos postes da cidade.



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31 de Janeiro de 2012

Pois é! Tudo indicava que eu voltaria aquele dia com as mãos e corpo ensangüentados. Essa era a intenção, voltar para meu lar com o estômago devidamente preenchido com a vitalidade de um humano qualquer. Estava totalmente errada! Malditas sejam aquelas criaturas bizarras da noite anterior! Vesti o meu melhor modelito para no final, ter caçado um mísero coelho…

Foi assim…

Cheguei ao centro da cidade, no que parecia ser uma praça e já dei de cara com uma fedelha sentada no banco. Ela era bonita até e tinha um cabelo cacheado cor de fogo hipnotizante. Mas me iludi por alguns instantes achando que aquela moça seria minha vítima ideal. Aproximei-me o bastante para perceber que ela não era normal… Não era normal porque tentei me aproximar usando de minha PRESENÇA e o que ganhei? Uma baita rejeição. Essa merda não funcionou… Como esse caralho de magia não funcionaria em alguém? Pois aí que me passou pela cabeça o fato da desconhecida não ser humana. O problema é que não deu tempo para descobrir que porra de criatura ela era. Droga, a deixei escapar por entre os dedos. Isso não é a pior parte! Lembrei agora o que a moça “cabelo de fogo” disse para uma árvore. E era mais ou menos assim:

“Alguém ai?”


Mas que guria tola, ela estava acompanhada de uma vampira e não sabia e ainda perguntava para uma árvore se tinha alguém ali em cima, ainda mais sendo quase duas horas da madrugada… Porra! Odeio ter que me indagar essas coisas, mas, como aquela anômala percebeu que tinha mais alguém nos observando e eu não? Ponto para a desconhecida, porque realmente tinha um estrupício escondido na árvore e só fui me dar conta quando este moleque caiu ao chão. O galho não suportou o pesado homem. E outra… Talvez ele só tenha caído porque se sentiu atraído pela minha PRESENÇA.

Patético mesmo foi ver a cara do guri estatelado ao chão. Parece que a “cabelo de fogo” se assustou com a queda do panacão brincando de morcego na árvore e se foi entre a neblina da noite. Desapareceu sem deixar rastros ou mesmo um nome. Meu ódio era tanto naquela noite, que eu queria esmagar o pescoço do moleque da árvore. A culpa foi dele, de ter feito meu saquinho de sangue ter desaparecido. Tentei manter a cabeça enquanto tentava sondar o rapaz. O engraçado é que ele descobriu minha natureza vampírica, isso já era motivo suficiente para tê-lo partido ao meio, mas meu receio era maior. Receio porque, qual humano treparia numa porra de árvore as duas da manhã? Estava nos espiando aquela peste. Um dos infelizes códigos da Camarilla é manter a máscara, tentar esconder nossa identidade vampírica do conhecimento de qualquer um que possa ameaçar nossa raça. Era o melhor a ter feito, eu não ter manchado mãos e não ter álibis para alertar à cidade sobre meu ataque. Pelo menos me diverti ao usar de minha POTÊNCIA para fazer aquele moleque sumir da minha frente. Deixei-o se cagando ao ver que eu poderia causar uma rajada de ventos extremamente violentos com as mãos. Minha diversão acabou quando o covarde saiu correndo. Já que ele conseguiu farejar minha natureza eu apenas o adverti com quem estava lhe dando. E foi isso… Merda de noite aquela… com criaturas covardes de merda. Quem sabe hoje não será diferente?

FUI !!



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A vampira Camarilla levanta-se do sofá fechando estupidamente seu diário jogando-o dentro do caixão. A caneta nanquim de ouro marcava o início de um novo capítulo dentro do seu livro de confidências e, mais uma vez a brujah deixa sua casa para caminhar um pouco na noite fria e deserta de Incubus.

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Texto por Barbara Svartur

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